O Mito:

A CADEIA PRODUTIVA DO PAPEL CONSOME MUITA ÁGUA

O Fato:

AS EMPRESAS RECEBEM OUTORGA PARA USO DA ÁGUA E CUMPREM A LEGISLAÇÃO, PROCURANDO CONSTANTE REDUÇÃO DO CONSUMO E AUMENTO NA RECICLAGEM INTERNA DA ÁGUA

consumoagua

A cadeia produtiva do papel consome muita água

A produção de celulose e papel utiliza muita água, principalmente para o transporte das fibras celulósicas nas fábricas, para lavagem da celulose e para a formação da folha de papel. No entanto, após a sua participação no processo industrial, cerca de 90% dessa água retorna para os rios de onde foi retirada.

Antes de serem lançados de volta nos cursos d’água, os efluentes líquidos resultantes desses processos são tratados e cumprem os requisitos impostos pelas licenças de operação das fábricas. Dos 10% que não retornam para os rios, a maior parte vai para a atmosfera na forma de vapor de neblinas. Portanto, a água utlizada nos processos de produção de celulose e papel não se perde nem se incorpora aos produtos fabricados.


As empresas recebem outorga para uso da água e cumprem a legislação, procurando constante redução do consumo e aumento na reciclagem interna da água.


Diversas empresas do setor celulósico-papeleiro já calculam sua “pegada hídrica”, que é uma ferramenta de controle muito válida para se calcular e acompanhar as quantidades captadas, utilizadas e retornadas ao ambiente pelas empresas, tanto nas fábricas quanto nas florestas.


A prática da ecoeficiência é muito comum nesse setor, que busca a contínua redução de consumo de recursos naturais, entre os quais a água.

 

“A indústria de celulose e papel, há muito tempo se destaca por seu comprometimento com ações de redução de consumo de água em seus processos, posicionando-se como um setor que age preventivamente e tem planos, ações, desenvolvimentos tecnológicos, pesquisas e inovações em favor do uso efetivamente otimizado do insumo”.
ABTCP, 2015


“A constante busca por práticas mais eficientes no uso da água pode ser comprovada com números: nos anos 1960, por exemplo, o consumo específico dos processos de celulose e papel apresentava valores em torno 200 m³/t, ao passo que, atualmente, existem novos empreendimentos que apresentam consumo específico em torno de 20 m³/t”. 
ABTCP, 2015


Nas plantações das florestas são seguidas as recomendações do Código Florestal e as plantações são orientadas para proteção e conservação de nascentes, de cursos de água, de lagos e açudes, de água subterrânea, etc. 


As fontes de água e os recursos hídricos são respeitados e protegidos. Isso é acompanhado através de pesquisas realizadas em parceria com universidades com a instalação de microbacias hidrográficas, que possibilitam medir as vazões e a qualidade das águas dos cursos d’água que potencialmente possam ser influenciados pelas florestas plantadas. 

 

A água absorvida pelas florestas é devolvida pelas árvores à atmosfera como água pura, que é transpirada pelas folhas. Essa água irá participar de novo no ciclo de água da atmosfera, podendo chegar de novo ao solo como chuvas. 


“O consumo de água pelas florestas é, em geral, maior do que o consumo de vegetação de menor porte e de culturas agrícolas não irrigadas”... “Os benefícios ambientais das plantações florestais não ocorrem por si só, mas dependem de nossas estratégias de manejo”... “O manejo correto das plantações florestais e das outras atividades numa propriedade rural é indispensável para a manutenção da quantidade e qualidade da água”.
Cadernos do Diálogo Florestal – A Silvicultura e a Água – 2010 


As empresas florestais do setor de celulose e papel, que plantam florestas, são em sua grande maioria certificadas pelo FSC – Forest Stewardship Council e/ou Cerflor. A primeira etapa para a obtenção dessa certificação florestal é a elaboração de um Plano de Manejo Florestal, que contempla a proteção e conservação dos recursos naturais, entre os quais a água. Os princípios e critérios dos programas de certificação florestal são formas de garantir o eficiente uso da água e do solo pelas florestas plantadas. Indicadores são utilizados para monitorar esses efeitos ambientais sobre o solo, os recursos hídricos, a biodiversidade e sobre as comunidades dos entornos florestais.